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Directora
Dra. Dalila Rodrigues
Morada
Paço dos Três Escalões
3500 - 195 Viseu
Telefone
(351) 232 42 20 49
Fax
232 42 12 41
e-mail
mgv@ipmuseus.pt
Horário
3ª feira: 14.00h - 18.00h; 4ª a Domingo: 10.00h - 18.00h
Encerra à 2ª feira
Os Serviços Técnicos e Administrativos estão instalados na
Casa Museu de Almeida Moreira, Rua Soar de Cima, 3500-211
Viseu (Tel. 351.232 422 049; Fax 351. 232 421 241; mgv@ipmuseus.pt)
Taxa de Ingresso
300$00 / 1.5 Euros
Serviços Educativos
Visitas de estudo orientadas. Projectos de animação com as
escolas
Biblioteca.
Loja/Cafetaria
Grupo de amigos
Grupo de Amigos do Museu de Grão Vasco (GAMUS),
constituído em 23.05.1985. Publica
boletim trimestral.
Transportes
Autocarro para o centro |
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Fundado
em 1916, o Museu de Grão Vasco tem existência no antigo
Seminário, o edifício contíguo à Sé, designado por Paço
dos Três Escalões, cuja construção teve início no final do
séc. XVI. Dada a necessidade de obras profundas de
reforma, encerrou ao público a 1 de Janeiro de 2001, por
um período de dois anos. Todavia, parte significativa da
sua colecção principal, a pintura quinhentista de Vasco
Fernandes (Grão Vasco), de parceiros e colaboradores,
nomeadamente de Gaspar Vaz, expõe-se na ala norte da
Igreja da Misericórdia. Fruto de muitas acumulações, o
acervo é constituído por obras de arte de diversa
tipologia e cronologia. Aos objectos e suportes
figurativos originalmente destinados a práticas litúrgicas
(pintura, escultura, ourivesaria e marfins, do Românico ao
Barroco), maioritariamente provenientes da Sé e de igrejas
da região, acrescem peças de arqueologia, uma colecção
importante de pintura portuguesa do séc. XIX, exemplares
de faiança portuguesa, porcelana oriental e mobiliário.
Transferidas para espaços alternativos, estas colecções
estão a ser objecto de estudo e de tratamento. |

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Constituído apenas em 1888, o Museu Histórico e
Arqueológico de Viseu, da responsabilidade da Câmara
Municipal de Viseu, reuniu até agora a colecção "Dr.
José Coelho", alguns materiais de superfície
encontrados em estações da região.
Uma apreciável colecção arqueológica é a que reuniu o
Dr. José Coelho ao longo de pacientes anos. Após a sua
morte foi doada pelos seus filhos à Câmara Municipal
de Viseu.
A colecção é constituída por uma miscelânia de
materiais que vão da Pré-História à época moderna.
Da Pré-História, sobressai uma placa-ídolo em forma
trapezoidal encontrada no Mamaltar de Vale de Fachas.
Está fracturada, o que não destruiu a decoração a ocre
constituída por linhas onduladas. Ainda do mesmo
período são vários trituradores de pedra,
salientando-se uma pequena mó dormente com um
denticulado a toda a volta e que serviria para esmagar
substâncias delicadas como as utilizadas para fazer
tintas.
Provenientes de várias antas da região são um vaso de
fundo esférico, do Mamaltar de Vale de Fachas e duas
urnas cinerárias achadas na escavação a que o Dr. J.
Coelho procedeu na Necrópole do Paranho, Molelos.
Estes vasos provam que já há vários milhares de anos o
tratamento a que obedecia o fabrico da cerãmica de
Molelos era o mesmo que nos nossos dias.
Da Pré-História são ainda vários machados de pedra
polida encontrados ocasionalmente ou em escavações na
região de Viseu.
Da época do Bronze, há diversos objectos,
salientando-se um bracelete de Molelos, um punhal
achado em S. Martinho de Orgens e uma pequena fíbula
anular hispânica. Da época romana, são quatro marcos
miliários vindos de Moselos (2), Rua do Arco, em Viseu
e Espinho, no concelho de Mangualde.
Estes marcos são o mais irrefutável testemunho da
presença romana em Viseu e da sua importância nessa
época, pois eles provam que a contagem das milhas se
fazia a partir daqui. Há ainda várias mós redondas e
duas inscrições romanas, uma funerária e outra votiva.
O monumento votivo é uma edícula constituída por um
frontão semi-circular debaixo do qual se abrigam duas
árulas esculpidas em baixo-relevo. Na árula da direita
estão gravadas as letras SE/NI/O C/OR, de tradução
impossível neste momento. É proveniente de Penaverde,
Aguiar da Beira.
Da época romana é ainda uma bela peça cerâmica,
datável do séc. II da nossa era. É uma taça de
sigillata hispânica decorada com círculos
concêntricos e elementos vegetais de extremidade
bífida. Foi achada no Castro do Banho. A colecção
possui ainda mais de duzentos objectos já devidamente
catalogados e estudados.

Neste museu guardam-se ainda quatro monumentos votivos
aparecidos em Repeses que trouxeram à luz mais uma
divindade indígena, recolhidos por dois dos autores
deste trabalho (I.P e J.L.I.V.). É a seguinte a
inscrição em que se conserva o nome do deus:
Leitura: ALBVCEL
AINCO
EFFICACI
RVFINVS
RVFI F(ilius )
5 AELATIVS
V(otum ) L(ibens ) S(olvit )
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