Viseu - Terça-Feira, 19 de Novembro de 2002  
        Cidade de Viseu       
 

Directora
Dra. Dalila Rodrigues
Morada
Paço dos Três Escalões
3500 - 195 Viseu
Telefone
(351) 232 42 20 49
Fax
232 42 12 41
e-mail
mgv@ipmuseus.pt
Horário
3ª feira: 14.00h - 18.00h; 4ª a Domingo: 10.00h - 18.00h Encerra à 2ª feira

Os Serviços Técnicos e Administrativos estão instalados na Casa Museu de Almeida Moreira, Rua Soar de Cima, 3500-211 Viseu (Tel. 351.232 422 049; Fax 351. 232 421 241; mgv@ipmuseus.pt)
Taxa de Ingresso
300$00 / 1.5 Euros
Serviços Educativos
Visitas de estudo orientadas. Projectos de animação com as escolas
Biblioteca.
Loja/Cafetaria

Grupo de amigos
Grupo de Amigos do Museu de Grão Vasco (GAMUS), constituído em 23.05.1985. Publica boletim trimestral.
Transportes

Autocarro para o centro

 

    Fundado em 1916, o Museu de Grão Vasco tem existência no antigo Seminário, o edifício contíguo à Sé, designado por Paço dos Três Escalões, cuja construção teve início no final do séc. XVI. Dada a necessidade de obras profundas de reforma, encerrou ao público a 1 de Janeiro de 2001, por um período de dois anos. Todavia, parte significativa da sua colecção principal, a pintura quinhentista de Vasco Fernandes (Grão Vasco), de parceiros e colaboradores, nomeadamente de Gaspar Vaz, expõe-se na ala norte da Igreja da Misericórdia. Fruto de muitas acumulações, o acervo é constituído por obras de arte de diversa tipologia e cronologia. Aos objectos e suportes figurativos originalmente destinados a práticas litúrgicas (pintura, escultura, ourivesaria e marfins, do Românico ao Barroco), maioritariamente provenientes da Sé e de igrejas da região, acrescem peças de arqueologia, uma colecção importante de pintura portuguesa do séc. XIX, exemplares de faiança portuguesa, porcelana oriental e mobiliário. Transferidas para espaços alternativos, estas colecções estão a ser objecto de estudo e de tratamento.

 

 

    Constituído apenas em 1888, o Museu Histórico e Arqueológico de Viseu, da responsabilidade da Câmara Municipal de Viseu, reuniu até agora a colecção "Dr. José Coelho", alguns materiais de superfície encontrados em estações da região.

Uma apreciável colecção arqueológica é a que reuniu o Dr. José Coelho ao longo de pacientes anos. Após a sua morte foi doada pelos seus filhos à Câmara Municipal de Viseu.

A colecção é constituída por uma miscelânia de materiais que vão da Pré-História à época moderna.

Da Pré-História, sobressai uma placa-ídolo em forma trapezoidal encontrada no Mamaltar de Vale de Fachas. Está fracturada, o que não destruiu a decoração a ocre constituída por linhas onduladas. Ainda do mesmo período são vários trituradores de pedra, salientando-se uma pequena mó dormente com um denticulado a toda a volta e que serviria para esmagar substâncias delicadas como as utilizadas para fazer tintas.

Provenientes de várias antas da região são um vaso de fundo esférico, do Mamaltar de Vale de Fachas e duas urnas cinerárias achadas na escavação a que o Dr. J. Coelho procedeu na Necrópole do Paranho, Molelos. Estes vasos provam que já há vários milhares de anos o tratamento a que obedecia o fabrico da cerãmica de Molelos era o mesmo que nos nossos dias.

Da Pré-História são ainda vários machados de pedra polida encontrados ocasionalmente ou em escavações na região de Viseu.

Da época do Bronze, há diversos objectos, salientando-se um bracelete de Molelos, um punhal achado em S. Martinho de Orgens e uma pequena fíbula anular hispânica. Da época romana, são quatro marcos miliários vindos de Moselos (2), Rua do Arco, em Viseu e Espinho, no concelho de Mangualde.

Estes marcos são o mais irrefutável testemunho da presença romana em Viseu e da sua importância nessa época, pois eles provam que a contagem das milhas se fazia a partir daqui. Há ainda várias mós redondas e duas inscrições romanas, uma funerária e outra votiva.

O monumento votivo é uma edícula constituída por um frontão semi-circular debaixo do qual se abrigam duas árulas esculpidas em baixo-relevo. Na árula da direita estão gravadas as letras SE/NI/O C/OR, de tradução impossível neste momento. É proveniente de Penaverde, Aguiar da Beira.

 



Da época romana é ainda uma bela peça cerâmica, datável do séc. II da nossa era. É uma taça de sigillata hispânica decorada com círculos concêntricos e elementos vegetais de extremidade bífida. Foi achada no Castro do Banho. A colecção possui ainda mais de duzentos objectos já devidamente catalogados e estudados.

 



Neste museu guardam-se ainda quatro monumentos votivos aparecidos em Repeses que trouxeram à luz mais uma divindade indígena, recolhidos por dois dos autores deste trabalho (I.P e J.L.I.V.). É a seguinte a inscrição em que se conserva o nome do deus:

 

Leitura: ALBVCEL
AINCO
EFFICACI
RVFINVS
RVFI F(ilius )
5 AELATIVS
V(otum ) L(ibens ) S(olvit )

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